DENTISTA SUSPEITA DE MATAR JORNALISTA DELSON CARLOS ERA AMIGA DELE HÁ MAIS DE 10 ANOS

A dentista Renata de Almeida Pedreira e Sousa, de 56 anos, suspeita de matar a facadas o jornalista Delson Carlos Henrique de Lima Barros em um apartamento no Setor Bueno, em Goiânia, era amiga dele há mais de 10 anos e dona da residência em que o crime aconteceu. As informações foram repassadas ao g1 pelo companheiro da vítima, Warley Oliveira.

“Eles eram amigos há mais de 10 anos e ele sempre foi o assessor de imprensa dela”, afirmou.

O crime aconteceu na noite de sexta-feira (24) após uma discussão no imóvel, segundo a Polícia Militar. Neste sábado (25), Renata passou por audiência de custódia e teve a prisão em flagrante convertida em preventiva. Em nota, a Defensoria Pública de Goiás (DPE-GO) informou que representou a dentista durante a audiência de custódia, mas que não irá comentar o caso. Ao g1,

De acordo com Warley, Delson alugava o apartamento da suspeita. Ele contou ainda que não estava no local no momento do crime. “Eu estava na rua e me ligaram da portaria do prédio”, disse.

O jornalista tinha o sonho de construir uma casa e planejava ter um filho. A data do velório e sepultamento ainda não foi divulgada. Segundo amigos, um problema de reconhecimento no Instituto Médico Legal (IML) pode postergar o velório até terça-feira (28).

Entenda o caso

Conforme o relato da Polícia Milita, o jornalista foi morto após uma discussão envolvendo duas mulheres. Segundo o capitão Gustavo Arantes, da PM, Delson, Renata Pedreira de Sousa e Márcia Maria Carolli consumiam bebidas alcoólicas no apartamento quando um desentendimento começou.

De acordo com a corporação, Delson foi esfaqueado por Renata e morreu no local. Após o crime, a dentista permaneceu trancada no apartamento e se recusou a sair.

Ainda conforme a PM, a mulher aparentava estar em surto psicótico e tentou tirar a própria vida durante as negociações. Equipes do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) assumiram a ocorrência. Como as negociações não tiveram sucesso, o Bope realizou uma intervenção tática no apartamento, utilizando artefatos explosivos de distração para entrar no imóvel.

A Polícia Civil informou que investiga o caso como homicídio e lesão corporal.

G1

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